SUICÍDIO; Leia opinião do advogado Dr. Messias Rodrigues – Portal O Farol

SUICÍDIO; Leia opinião do advogado Dr. Messias Rodrigues

Apenas num único ano, cerca de um milhão de pessoas no mundo tiraram a sua própria vida – aproximadamente uma morte a cada 40 segundos – e provavelmente há 4 milhões que o tentam fazer! O suicídio encontra-se entre as 10 primeiras causas de morte, sendo que por cada suicídio ocorrem 11 tentativas sem sucesso. Cerca de 20% das pessoas que tentam suicidar-se, se não procurarem ajuda especializada, repetem essa ação no prazo de um ano, aumentando a probabilidade de eventualmente morrerem por suicídio.

Vivenciamos no cotidiano, relatos de pessoas que para resolver seus problemas busca como a única saída tirar a sua própria vida, pessoas essas que, ao praticar tamanho ato de coragem e ao mesmo tempo de  covardia, surpreende a todos, pois em alguns casos de pessoas que cometeram suicídio, as mesmas  demonstravam estar muito Feliz, realizada pela boa condição financeira, pelo casamento, pela conquista dos filhos, uma boa saúde física, porém em determinadas momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça a única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, de tal forma angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere que prescindir do direito de viver, apesar de constituir uma solução permanente, pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa. É como se sentisse que está perdida num labirinto completamente escuro, como se todos os caminhos que permitem o acesso às portas de saída deixassem de existir, e mesmo que tentasse percorrer um desses caminhos, isso apenas resultaria em mais um esforço inútil, pois não só encontraria as portas completamente trancadas, como não teria disponíveis as chaves adequadas para as abrir.

                As causas que leva uma pessoa a tirar a própria vida são inúmeras as mais conhecidas são; a Solidão, Algumas doenças que deixam as pessoas impossibilitadas de alguma forma física, como andar, falar, ouvir, problemas conjugais e de relacionamentos, dificuldades financeiras ou profissionais, bullying, problemas na adolescência e início da vida adulta, luto ou perdas afetivas, abuso de drogas, todos  esses problemas poderá causar um outro problema ainda maior conhecido como o mal do século, a DEPRESSÃO a pessoa se isola, chora muito, fica irritadiça, não sente mais prazer nas atividades que antes lhe agradavam, prefere não falar sobre seus sentimentos, não confia em ninguém e tem pensamentos suicidas.

Falar sobre suicídio é particularmente desafiador. Parece que, semelhante a tantas outras situações de vulnerabilidade psicológica, para as quais preferimos olhar apenas em secreto, o silêncio funciona somente como mais uma “máscara” que visa esconder uma realidade de profunda dor, misturada com sentimentos de vergonha, estigma e diferença, oferecendo, mais uma vez, pouca ou nenhuma ajuda útil. É importante que tanto o poder público e as instituições religiosas promova de forma continua, palestras com o intuito de prevenir o suicídio. O CVV (CENTRO DE VALORIZAÇÃO A VIDA)  é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, Fundado em São Paulo em 1962, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973, mantenedora e responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio, desenvolvido pelos Postos do CVV em todo o Brasil. Através dos Postos espalhados por todo o país, presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional, oferecido a todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre suas dores e dificuldades. Os telefones são 188 ou 141, de acordo com a região do país, mais informações www.cvv.org.br. VOCE NÃO PRECISA SE IDENTIFICAR.

Praticar suicídio ou mesmo a tentativa, não é crime, em nosso Código Penal e acredito que em nenhum lugar do mundo, pois impossível punir quem não mais possui a vida, porem de acordo com o Art. 122 do Código Penal, prevê pena para aquele que induzir ou instigar alguém a suicidar-se, ou prestar algum tipo de auxílio para consumação do ato. O delito consiste na participação para a realização do suicídio alheio, logo, somente se conclui com a supressão consciente e voluntária da própria vida. Por exemplo, alguém quer pular de um prédio de vinte andares pessoas na multidão grita pedindo para que ele pule, oferecer uma arma de fogo, fazer o No da corda etc.

Diante do exposto concluímos que a vida é dada por Deus, esse mesmo Deus deu e dá a todos o livre ato de fazermos das nossas vidas o que bem entendermos, porém não nos compete através de um   ato involuntário, egoísta, e precipitado anteciparmos a nossa vida, devemos deixar que ela, (A VIDA) siga o seu caminho natural, pois mais forte de que todos os problemas, aflições, angustias e derrotas é a FÉ que temos que ter diariamente na vida e no criador da mesma.

 

Dr. Manuel Messias, advogado

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