OLHO NO OLHO, A DIFÍCIL MISSÃO DE EXPRESSARMOS SENTIMENTOS. Por José Ricardo, contabilista – Portal O Farol

OLHO NO OLHO, A DIFÍCIL MISSÃO DE EXPRESSARMOS SENTIMENTOS. Por José Ricardo, contabilista

“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.”
Albert Eintein

Recentemente fui flagrado acostando no face book uma mensagem para pessoas que amo, estando elas ao meu lado. Desapercebido ato, nunca teve a minha aprovação, se é que tenho o direito de assim me posicionar. Entendo que os nossos sentimentos devam ser externados tete a tete, olho no olho, dignificando assim gestos de carinho e candice. Não sou dono da verdade, nem melhor nem pior do que ninguém. Também realizo postagem no Face, porém não concordo que isso deva excluir o verbo, a palavra. Vou me policiar para evitar a repetição desses excessos.

Declarações pessoais estão sendo substituídas por frias mensagens na web, estando nós a um metro do interlocutor. Tenho observado que esse comportamento virou regra, principalmente entre os jovens. Entramos na onda e é difícil sair, a não ser que sejamos maduros o bastante para entender que nada substitui o calor humano. Nada mesmo. Por vezes, vivemos sob o mesmo teto, e quando queremos elogiar alguém que amamos ou gostamos, fazemos uso das redes sociais. Não parece surreal esta prática? Na onda do modernismo, aderimos à síndrome das novidades digitais como “selfie”, “braggie” e “FOMO” e aí meu caro, vive-se um verdadeiro inferno astral, com consequências danosas, pois estudos psicológicos apontam para uma possibilidade de patologia crônica no momento em que esse hábito enraizado no dia-a-dia passa a afetar a nossa rotina. O pior de tudo é que se tem essa consciência, mas nada se faz para mudar o panorama. “Ah, besteira, nada a ver, isso é conversa”. O cardápio de subterfúgios é farto.

Tenho conhecimento e pretendo ir a fundo para constatar a autenticidade da notícia, de que um Núcleo de Estudos da Pontifícia Universidade Católica – PUC, uma das instituições mais bem conceituadas do Brasil, oferece orientações psicológicas inteiramente grátis para os compulsivos inveterados da internet, que passaram a reconhecer o exagero do uso das tecnologias modernas colocadas à disposição de todos.

Categorias: Cidades,Colunistas,José Ricardo