“JESUS”, seus “APÓSTOLOS” e “SEGUIDORES”; Leia opinião de José Ricardo – Portal O Farol

“JESUS”, seus “APÓSTOLOS” e “SEGUIDORES”; Leia opinião de José Ricardo

No princípio tudo era descrédito, motivo de chacota e a onda do “cheirinho” corria solta nas redes sociais, protagonizada por quem já sentia uma pontinha de inveja desse clube fantástico, desse time ecumênico e dessa torcida, que não pode ser chamada assim, e sim de “Nação”, tal a sua penetração no “orbe” do futebol.

Tudo começou com a diretoria comandada pelo excelente gestor, Eduardo Bandeira de Melo, integrante de um grupo de excepcionais administradores, e com suas habilidades trilhou o caminho para o sucesso do Flamengo. Missão financeira de sucesso coloca as dívidas do clube sobre a mesa e decide: “vamos atrás das certidões”. KKKKKKKKK… , mais chacota e gozação. Mas o futuro reservava uma surpresa para os incautos e invejosos torcedores de outros clubes, hoje clubinhos diante da dimensão rubro-negra. E nós, correndo atrás das certidões. O trabalho foi feito com seriedade, e com isso, a imagem do clube começa a se clarear e o interesse em patrocinar o clube foi se acentuando. Os contratos com as emissoras de TV já podiam ser discutidos dentro dos parâmetros da grandeza do Flamengo, com os seus quarenta e dois milhões de torcedores, fiéis e desmistificados. E a inveja se acentua. Deixa pra lá: “eles não sabem o que dizem”

Início de temporada 2019, vai o Flamengo e conquista a Flórida Cup. Motivo de gozação para os invejosos e despeitados. Deixa pra lá e vamos em frente. Vem o carioca e o Mengo conquista a Taça Rio e o Campeonato. “Ah! O campeonato carioca não tem nenhuma importância”. Entenderam a mesquinhez adversária? Vamos em frente. Perdemos a Copa do Brasil e aí a galera do andar de baixo do futebol carioca se lembra do velho e surrado “cheirinho”, um mantra para os coitados, não se dando conta do que ainda viria pela frente. Libertadores das Américas, competição nebulosa até então para o Flamengo, dava sinais de que a profecia dos incautos adversários não iria se concretizar. O Mengo massacrou e humilhou o Grêmio gaúcho, e colocou o seu fanfarrão técnico dentro da sua caixinha. Vai se criar com outro meu irmão! Aqui é “Framengo”. “Quero ver passar pelo River”!, diziam as nossas vítimas sofredoras. Veio o jogo tão esperado e o que se viu foi um jogo eletrizante, daqueles de deixar o coração combalido de tanta pancada. Tudo parecia se encaminhando para uma tarde negra, eis que o imponderável acontece. Grande jogada desse ”monstro” chamado Bruno Henrique, que encontra outro mostro, Gabi Gol, e aí coloca tudo na mesma régua das possibilidades. Vamos para a prorrogação! Que mané prorrogação que nada! Com a participação do maestro Diego, a bola encontra o Gabi entre duas muralhas argentinas e ele não se fez de rogado. Muralhas foram criadas para serem derrubadas. Gabigol desconheceu o obstáculo, agradecendo o passe de cabeça do “zagueirão riveriano” fuzila, inapelavelmente o guardião argentino, decretando o resultado que traria o título de Campeão das Américas, depois de longos e esperados trinta e oito anos.

Vale salientar que o Flamengo viajou para Lima com dois títulos encomendados: cumpriu sua missão em terras peruanas e por aqui deixou a cargo do ser arquirrival Grêmio, que tratou de espanar o “Parmeirinhas” e assegurar o título de hepta campeão (queiram os torcedores do Sport ou não), com antecedência de quatro rodadas. Isso nunca aconteceu. Aliás, o Flamengo vem batendo todos os recordes do futebol brasileiro. É só conferir e aceitar que dois menos meus amigos de outras bandas.
Como tudo isso aconteceu. Foi preciso algo de novo. Aí contamos com a chegada de “Jesus”, que revolucionou o futebol brasileiro em apenas alguns meses. Acabou com o mito de poupar jogadores; acabou com o mito do resultado apertado em detrimento do futebol de resultados e desprendimento; Enfim, ensinou aos arcaicos treinadores brasileiros qual é a essência do futebol. Calou a imprensa, que de início foi cética quanto ao valor e capacitação do gajo português e do plantel rubro-negro, verdadeiros “apóstolos” de “Jesus”. Lembro-me que para a vedete de 2019, os jornalistas e comentaristas elegeram o time do Parque Antártica. Veio Jesus, revolucionou conceitos e atitudes, e o resultado foi esse. “Está consumado”. Flamengo campeão de tudo.

Jesus acertou as peças, qualificou ainda mais os jogadores, e isso tudo teve um desfecho maravilhoso: Agora vamos à busca do M U N D O “

“Uma vez Flamengo, sempre Flamengo… Flamengo até morrer”

 

José Ricardo é servidor público aposentado e contabilista

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