A CARAVANA DA MORTE; Leia opinião do contabilista José Ricardo – Portal O Farol

A CARAVANA DA MORTE; Leia opinião do contabilista José Ricardo

Quando a gente pensa que a coisa tá ruim, surge um fato novo para nos assegurar que pode piorar. No meio da pandemia que já fez mais de nove mil mortes, sinalizando para o desastre do século a considerar a escalada e descontrole da pandemia no Brasil. Num cenário de trevas ainda encontramos muitos cavaleiros do apocalipse que veem a morte como amigo íntimo da fida, caminhando pari passo de mãos dadas. É assim que pensam os monstros frios e desumanos que essa crise escancarou. Na lista dos profetas da morte somam-se alguns empresários que se manifestaram cruelmente lamentando eventuais mortes de CNPJ, numa posição asquerosa e descabida, que denota total desprezo pela vida humana.

Num total desrespeito às orientações de autoridades e órgãos mundiais, um bando de irresponsáveis seguiu em caravana, tendo como timoneiro o lunático o Bolsonaro, que não se cansa de zombar e desrespeitar os outros poderes e as leis do nosso país chegou a afirma outro dia que “a Constituição sou eu”. Existe um enigma que tenho dificuldades em interpretar: porque não conseguem enquadrar essa figura grotesca nos ditames da lei? Tenho uma resposta plausível que me abstenho de anunciar.

Fizeram um desfile patético e criminoso, porquanto provocaram aglomerações e tumultos, rumo à sede do STF, que segundo os noticiários não tinha o encontro na sua agenda. Quer dizer, o STF abre o precedente para qualquer grupo poderá adentrar o recinto da corte suprema Chegou a afirma outro dia que “a Constituição sou eu”. Existe um enigma que tenho dificuldades em interpretar: porque não conseguem enquadrar essa figura grotesca nos ditames da lei? Tenho uma resposta plausível que me abstenho anunciar.

Faltou pulso ao STF, que nos parece está amedrontado em ter de refutar ações tresloucadas do Bolsonaro, que faz um jogo de desgaste dos demais poderes e com isso angariar simpatia de parte da população que se deixa influencia pelo falso e calculista mito. Ficou nítida a intenção do Presidente: pressionar o STF para inibir as ações dos governadores, que por decisão da própria corte, estão autorizados e respaldados na lei para desenvolverem ações, estas amparadas por orientações da OMS e dos órgãos que cuidam da questão sanitária e saúde pública. Quer dizer, isso, num contexto de racionalidade nem deveria ser pauta de discussões. Em nossa opinião, o presidente do STF comeu corda, num linguajar bem popular.

Os cavaleiros mascarados(nem todos) se confessaram surpreendidos com a atitude do Presidente que pressionar para o relaxamento irresponsável do isolamento social. Não quero acreditar nisso. A própria declaração de um deles de que “haverá mortes de CNPJ” denota isso.

A escolha do STF como foro de debate dessas questões foi uma tirada infeliz e inoportuna. A discussão de alternativas para se minimizar o caos econômico que se avizinha é salutar. O que não podemos aceitar é que se use de pressão para que atitudes irresponsáveis, sem qualquer embasamento técnico, venham a agravar a situação pandêmica, que no Brasil tem causa na posição antagônico do Presidente à ciência sem qualquer embasamento razoável.

O Bolsonaro é uma “mente doentia”, não obstante intencionalmente provocativa. O caos econômico previsto é um fato, independente das nossas vontades e atitudes. Para esse escritoreco fica a nítida impressão de que o Presidente, aprisionado em sua bolha de maldades e frieza, e acuado pelos acontecimentos que poderão advir de suas ações obscuras, procura um culpado, quando este é o próprio. O Bolsonaro procura um culpado para os próprios erros. Isso é explicado pela psicologia como o uso de um mecanismo que as pessoas acionam para escaparem de suas culpas.
São atitudes como essa que contribuem para o agravamento da nossa situação, porquanto divide opiniões e posicionamento, haja vista a situação de cada um que precisa subsistir diante de suas necessidades: viver e sobreviver.

O STF precisa resguardar a sua imagem de defensor das leis. Quem tem de procurar a solução para os problemas atuais são o Executivo e o Legislativo. Essa não é uma questão que deva ser judicializada. O consenso deve ser político, dentro da razoabilidade. Esperamos que a Suprema Corte retome a sua postura, sob pena do seu enfraquecimento, enquanto instituição que busca o amparo das leis. O caminho para a solução das nossas agruras momentâneas é outro. Refaçam a rota através do GPS da racionalidade. https://www.autodata.com.br/noticias/2020/05/07/caravana-surpresa-pede-ao-stf-o-fim-do-isolamento/31093/?fbclid=IwAR2rVyGPpAKx8yLLtgQT_rqwNn0SEnLjBTtnmfpsHxD1WH3m_WcZNWzJ8EU

 

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