“NÃO JULGUEIS, PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS”; Leia opinião do contabilista José Ricardo – Portal O Farol

“NÃO JULGUEIS, PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS”; Leia opinião do contabilista José Ricardo

Alertamos neste preâmbulo para o fito desses escritos: não é o do julgamento e sim trazer para mais uma reflexão o estado de lástima, penúria e degradação progressiva por que passa a sociedade. O assunto que invocamos é um dos mais delicados que ouso abordar, pois antecipo que não sou um profundo conhecedor dos “porões” da igreja católica, e a minha manifestação tem caráter triste, de decepção e de desesperança, porquanto uma ala da nossa sociedade, é atingida em cheio por ato de figuras que deveriam levar a fé e o conforto aos necessitados e que, em paradoxo, trazem tristeza, agonia, decepção, e, sobretudo uma sensação de que o mundo não tem mais jeito.

A igreja católica, na figura jurídica da arquidiocese da Paraíba, foi condenada pela justiça do trabalho a pagar multa de 12 milhões, por envolvimentos comprovados em pedofilia de padres e até figuras do alto escalão da igreja católica na Paraíba. Lamentável que padres e outras categorias pratiquem atos desabonadores para quem tem a missão de estabelecer a serenidade da alma no alinhamento constante com a fé.

Vale salientar que o episódio não serve para rotular todos os católicos como integrantes da “seita satânica” que pratica atos indevidos nos corredores das estruturas religiosas. Lendo algumas matérias sobre o episódio, foi inevitável o nó na garganta diante de tanta insanidade desses insanos religiosos, que cometem o pecado mortal de usarem as prerrogativas da fé cristã para a prática de atos condenáveis sob qualquer aspecto.

Entendo que as sanções não devem se limitar à multa imposta à arquidiocese. Necessário se faz enquadrar essas monstruosidades nos ditames das leis penais, julgando e condenando, se justo, esses malfeitores que insistiram em macular a igreja católica, que vez ou outra é vítima de barbaridades iguais a essas agora em evidência.

Os católicos autênticos precisam ser fortes, perseverantes e não deixarem que a tristeza e o esmorecimento causados por atos inescrupulosos de ovelhas negras da igreja romana, tomem conta do rebanho limpo. Estes lamentáveis acontecimentos não devem servir de motivo para uma apostasia da fé cristã e na sua igreja. A instituição católica é forte e importante na vida das pessoas e não pode ser jogada na lama mantida por figuras infelizes, pecaminosas, que escondidas sob as vestes de uma batina, cometem barbaridades a expensas da comunidade católica.

Almejamos que a justiça dos homens seja aplicada, pois quanto à divina, não temos dúvida de que esses maus cristãos já foram indiciados e receberão a pena que merecem. Alguns padres da nossa diocese envergonham a Paraíba. O noticiário ontem no maior órgão jornalístico do País, atingiu em cheio os corações dos católicos de boa fé, que, com certeza, não coadunam com delitos tão graves.

Esperamos que as outras denominações religiosas tenham a maturidade de não procurarem vantagens e argumentos para julgarem os seus irmãos cristãos, no conglomerado das atividades da fé, pois casos idênticos poderão está ocorrendo em seus bastidores. Então, é prudente não jogar Pedra no telhando alheio, porquanto o nosso também é de vidro. A serenidade e a maturidade devem ser a tônica na condução do assunto pelos religiosos. Que as justiças sejam feitas!

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