Na ONU, Xi Jinping critica politização da pandemia e diz não querer ‘guerra quente ou fria’ – Portal O Farol

Na ONU, Xi Jinping critica politização da pandemia e diz não querer ‘guerra quente ou fria’

Alvo de críticas dos Estados Unidos e por parte da comunidade internacional por sua resposta à Covid-19, Xi pediu que os países sigam diretrizes com base em evidências científicas.

o líder chinês, Xi Jinping (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (22), o líder chinês, Xi Jinping, criticou a politização do coronavírus e convocou a comunidade internacional a se unir para enfrentar os desafios do futuro pós-pandemia.

Alvo de críticas dos Estados Unidos e por parte da comunidade internacional por sua resposta à Covid-19, Xi pediu que os países sigam diretrizes com base em evidências científicas e lancem uma resposta conjunta sob a tutela da OMS (Organização Mundial de Saúde).

“O vírus será derrotado e a humanidade vencerá essa batalha”, disse o dirigente chinês, louvando esforços dos governos em todo o mundo, a dedicação dos cientistas, o trabalho dos profissionais de saúde e a perseverança da população.

Embora não tenha citado os EUA, com quem a China vive uma espécie de Guerra Fria 2.0 em várias frentes, que vão além das respostas dos dois países à pandemia, Xi afirmou que seu país não tem interesse em buscar hegemonia, expansão ou aumentar sua esfera de influência.

“Nós não temos intenção de travar uma guerra fria ou quente com qualquer país”, afirmou o dirigente, argumentando que o plano de desenvolvimento da China é “aberto, cooperativo e pacífico”.

Xi foi o quarto chefe de Estado a fazer seu pronunciamento, depois do turco Recep Tayyip Erdogan, do americano Donald Trump e do brasileiro Jair Bolsonaro, que abriu o evento -tradicionalmente, o chefe de Estado do Brasil é o primeiro a falar na conferência.

A Assembleia Geral é o principal órgão deliberativo da ONU. É lá que os representantes dos 193 países-membros da organização se reúnem para discutir assuntos que afetam as comunidades internacionais, e todos têm direito a voto.

Neste ano, os líderes concordaram em enviar vídeos com seus pronunciamentos em vez de se reunir presencialmente na sede das Nações Unidas, em Nova York, como forma de evitar os riscos de propagação do coronavírus.

FOLHAPRESS

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